PMO: o braço direito do compliance


Postado em 19 de janeiro de 2017 por blogfh2016
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Carlos Alexandre é Head da Unidade Fiscal da FH

 

Projetos empresariais surgem a todo momento. Independentemente do local ou do porte da empresa, executá-los a qualquer custo pode ser sinônimo de prejuízo e dor de cabeça. Neste caso, as equipes multidisciplinares são as que mais sofrem com a ausência na padronização dos procedimentos.

 

De acordo com um estudo de benchmarking em gerenciamento de projetos realizado pelo PM SURVEY, os 10 problemas que ocorrem com mais frequência durante os projetos realizados nas organizações são: falhas na comunicação (68,1%); escopo não definido adequadamente (59,6%); não cumprimento dos prazos (54,9%); mudanças de escopo constantes (52,5%); recursos humanos insuficientes (47,5%); riscos não avaliados corretamente (44,5%); estimativas incorretas ou sem fundamento (41,5%); não cumprimento do orçamento (39,6%); concorrência entre o dia a dia e o projeto na utilização de recursos (39%) e mudanças de prioridades constantes ou falta de prioridade (36,8%).

 

Pode parecer curioso, mas a formação em gerenciamento de projetos consegue reduzir estes indicadores. Bagagem técnica é diferente de experiência profissional, visto que cada projeto possui particularidades. Por isso, o Project Management Office (PMO) é um centro de excelência, que atua como suporte e tem a função de definir, manter e evoluir a metodologia que será aplicada em determinado projeto, além de escolher a equipe que irá encarar o desafio.

 

Após a análise do escopo e de todo o contexto que envolve a demanda, definem-se os critérios de aceite, os recursos, as aquisições, os possíveis riscos, as comunicações e a proposta ao cliente. No decorrer do projeto, a fim de garantir o uso tempestivo das melhores práticas, são produzidos relatórios (auditados e monitorados) com base em indicadores levantados por especialistas. Também são feitas avaliações em diferentes níveis, que mensuram o resultado da equipe e dos stakeholders.

 

Como foi citado, a comunicação interfere diretamente na gestão de projetos, ou seja, não é possível ser bem-sucedido na gestão do projeto com déficit nessa área. Contudo, mais do que entender a comunicação como um todo, é imprescindível conhecer cada requisito, desde a coleta dos dados, armazenagem, canais, métodos, periodicidades, destinatários, recuperação, compilação até o endereçamento. Ter um nível de formalidade adequado é outro ponto que deve ser levado em consideração, para que sejam resguardados os principais interesses do projeto, das organizações e das pessoas envolvidas.

 

Quanto ao desempenho global do gerenciamento de projetos, há uma grande necessidade de compreender os processos, a visão e a estratégia da organização sob a qual atuamos. Também é crucial avaliar as linhas e a forma de fazer negócios, pois isso possibilita um entendimento real do que se almeja para cada projeto – lembrando que a soma de cada um deles produz resultados positivos para a companhia.

 

Atuar em compliance, sob uma visão holística, significa cumprir com a metodologia estabelecida, aplicando conhecimentos, técnicas e experiências acumuladas. Significa, ainda, um entendimento completo da organização, que deve acolher o profissionalismo da gestão de projetos como fator de sucesso abrangente.


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