SAP Leonardo: A aposta da SAP para levar tecnologias emergentes a seus clientes


Postado em 25 de setembro de 2017 por FH
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Nova oferta da multinacional agrega machine learning, blockchain, IoT e outras tecnologias para clientes avançarem na transformação digital

Fale de transformação digital e as pessoas dissertarão sobre Internet das Coisas, cloud, big data e analytics com entusiasmo. Entretanto, no horizonte da revolução digital há novos verbetes que já movimentam indústrias e, claro, começam a preocupar todo tipo de esfera organizacional, que vai desde a sua profissão à academia. Afinal, a automação alimentada pela inteligência artificial ganha cada vez mais a pauta dos jornais, das companhias e de nossa recorrente ansiedade existencial. A ideia de que robôs estão superando habilidades humanas resume um pouco dessa sensação nada arbitrária.

Grandes empresas têm preparado o terreno para esse cenário, investindo pesado em talentos e pesquisa e desenvolvimento que deem conta da disrupção trazida e forçada por uma série de tecnologias emergentes. Nomes como IBM, Microsoft, Intel, Google, Apple, Facebook e Ford, por exemplo, têm criado frentes de pesquisa que se dediquem a garantir autoria na próxima revolução digital.

Com tradição na oferta de soluções em software de gestão (ERP), a multinacional alemã SAP tem se posicionado nesta nova onda com ofertas que já incluem o uso de inteligência artificial, big data e analytics em tempo real. Entretanto, seu maior passo nesta direção assumiu, recentemente, o nome de SAP Leonardo, uma homenagem ao inventor e pintor italiano do Renascentismo.

Lançada oficialmente em maio deste ano durante a Sapphire Now, conferência anual da fabricante, o SAP Leonardo é, em resumo, uma Plataforma como Serviço. Através dela, clientes poderão integrar aplicações legadas da companhia com tecnologias emergentes como machine learning, IoT, big data e blockchain entregues na SAP Cloud Platform. Ao concentrá-las em um só portfólio, a companhia diz que oferece a seus clientes uma vantagem competitiva rumo à transformação digital.

A novidade é a última grande aposta da companhia. O CEO global da SAP, Bill McDermott, colocou a Leonardo como o maior movimento tecnológico desde o lançamento do Hana, o banco de dados em memória disponível desde 2015 e que, ao lado do S/4 Hana, vinha se destacando como a grande estrela da SAP.

“A oportunidade é excelente, porque todas as companhias – pequenas, médias, grandes – todas estão preocupadas com a disrupção proporcionada pelas novas tecnologias”, ressalta Luís Cesar Verdi, Chief Customer Officer da SAP América Latina e líder na América Latina para a SAP Leonardo e SAP S/4HANA, em coletiva de imprensa realizada durante o SAP Partner Summit.

A SAP chegou a apresentar, inicialmente, o Leonardo como uma plataforma dedicada a soluções de IoT (Internet of Things). Em maio, reposicionou o serviço como um ecossistema de inovação para ampliar seu alcance.

“Em paralelo, a gente também vinha trabalhando em outras tecnologias como machine learning e blockchain. Nós demos conta que a fortaleza do portfólio da SAP era combinar diferentes coisas para resolver problemas grandes e complexos. E, por isso, resolvemos pegar a marca Leonardo, que estava somente em IoT, e trazê-la para ser a marca de todas as soluções de inovação”, explica Verdi.

Inovação como um serviço

A SAP anunciou, neste ano, que planeja investir 2 bilhões de euros em novidades para IoT até 2021. Grande parte destes esforços serão cruciais para alavancar a última aposta da companhia.

Durante a 21ª edição do SAP Forum, realizada nesta semana em São Paulo, a presidente global para a SAP Leonardo, Mala Anand, falou sobre as perspectivas e pretensões com o novo produto.

“Sistemas direcionados por inteligência permitem que clientes obtenham um valor sem precedentes dos dados. Permitem destravar novos modelos de negócios e reimaginar processos e experiências através da interação com consumidores, sua força de trabalho e muito mais”, diz a executiva colocando o SAP Leonardo como um “sistema de inovação que ajuda a redesenhar negócios para o mundo digital” usando um novo paradigma de tecnologias.

A analogia feita para tornar o SAP Leonardo um pouco mais palpável é a de uma caixa de ferramentas. Uma empresa, por exemplo, pode se beneficiar de machine learning para um projeto que utiliza sensores aplicados no chão de fábrica. Outra do setor financeiro poderia aplicá-la em um projeto sustentado por blockclain e por aí vai. Clientes poderão obter as habilidades do SAP Leonardo através da SAP Cloud Platform, mas também através das ofertas de nuvem da Amazon (AWS), Google Cloud Platform e Microsoft Azure.

A abordagem da multinacional com o novo serviço é levar a inovação sob demanda para cada projeto. Cabe a própria SAP auxiliar o cliente em identificar a melhor abordagem para atingir uma nova curva na transformação digital. Para isso, ferramentas de design thinking estão também no centro do processo.

“Nós criamos uma maneira de trabalhar com clientes que começa com um workshop que usa a metodologia do design thinking, para junto do cliente, descobrir um problema que ele queira resolver em seu negócio e que ainda não tenha solução”, explica Verdi. Depois da ideação do projeto, a equipe passa para a fase de prototipagem da aplicação da tecnologia. Feito isso, é realizado um estudo sobre o retorno do investimento. A companhia garante que projetos com o SAP Leonardo levam de seis a oito semanas para serem concluídos e uma visão rápida de onde empresas querem estar nos próximos três a cinco anos.

Entregue exclusivamente na nuvem, o SAP Leonardo consegue também se comunicar em tempo real com todo o portfólio existente da SAP como a S/4 HANA (ERP), Concur (despesas), SucessFactors (RH) e Ariba (procurement), assim como outros sistemas existentes nas companhias, através de uma arquitetura receptiva a APIs de integração.

A Stara, fabricante gaúcha de implementos agrícolas, é uma das primeiras clientes do Leonardo. Em conjunto com o SAP Labs, laboratório de desenvolvimento localizado em São Leopoldo (RS), foi desenvolvida uma solução em IoT, a SAP Connected Agriculture, que hoje integra o portfólio do SAP Leonardo e é oferecida a clientes do setor agrícola.

Leonardo brasileiro

A SAP tem colocado o Brasil como um mercado estratégico para alavancar seus números e clientes. E não por menos. Em 2017, o País liderou a receita de cloud da SAP dentro dos mercados da América Latina, tendo sustentado um crescimento de três dígitos quando comparado ao ano anterior.

Em março deste ano, durante visita do CEO, Bill McDermott, a empresa anunciou um investimento de R$ 40 milhões em cinco anos no SAP Labs América Latina para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à digitalização das empresas no País, como soluções de Internet das coisas (IoT) para o agronegócio. E, em agosto último, inaugurou, em São Leopoldo, um centro dedicado a SAP Leonardo. Trata-se do terceiro do tipo no mundo, sendo os dois primeiros instalados em Paris e em Nova York.

Atualmente, na região gaúcha, já existem 30 pessoas trabalhando no portfólio SAP Leonardo, dando suporte local ao SAP Leonardo Center.

“Cada um dos novos serviços permite que os clientes explorem tecnologias inovadoras, modelos de negócios e processos em direção à digitalização antes de decidir sobre uma solução SAP que melhor atenda às suas necessidades. Eles podem combinar ferramentas, tecnologia e a experiência de profissionais de negócios e TI da SAP para iniciar uma jornada de inovação adaptada às suas necessidades”, explica Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil.

“CEOs sabem que os próximos três anos serão muito mais críticos do que, talvez, os últimos 15”, ressalta Mala Anand. “Muitas estatísticas dizem que companhias digitais geram maior produtividade e muito mais potencial de receita”, completa.

Entretanto, falar de tecnologias emergentes como um plano dentro da jornada da transformação digital de empresas, pode soar, de forma geral, algo distante no horizonte. A pergunta que fica é se as mesmas tecnologias justificariam grandes investimentos como em um novo ecossistema de inovação, caso do Leonardo.

“A velocidade com que esses casos de uso estão surgindo, para mim, são uma demonstração que nós tomamos uma decisão correta de colocar essas tecnologias todas juntas e anunciar o Leonardo como a marca que inclui todos esses componentes”, conclui Luís Verdi, CCO e líder na América Latina para o SAP Leonardo.

 

Fonte: ASUG


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