FH Brasil - E-commerce B2B, IoT e Transformação Digital

E-commerce B2B, IoT e Transformação Digital


Postado em 18/05/2018 por FH
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Coisas falando com coisas para comprar mais coisas. É exatamente assim que cada vez mais transações comerciais entre empresas serão feitas nos próximos anos. Isso será o reflexo de modelos de negócios entre empresas baseados em e-commerce B2B junto a IoT (Internet of Things, em português, Internet das Coisas).

É a transformação digital ocorrendo num alto grau de sofisticação. Equipamentos analógicos e processos tradicionais estão se reinventando, digitalizando e integrando. E cada uma das bilhões de coisas conectadas pode ter a capacidade de ser um comprador digital.

O e-commerce B2B deve movimentar algo como U$ 1.1 trilhão só nos Estados Unidos até 2020, de acordo com a Forrester. Ele está cada vez mais presente em indústrias e distribuidores, que estão migrando seus processos de venda e de representantes comerciais. Antes, eles atuavam por telefone ou na rua visitando cada cliente, e agora atuam em portais de compras digitais e inteligentes.

A Internet das Coisas, ou IoT (Internet of Things) é a onda “hype” do momento. A McKinsey estima um crescimento de 20% ao ano no número de dispositivos conectados, chegando a 30 bilhões de dispositivos até 2020. Serão minúsculos computadores conectáveis com poder de processamento e mínimo de inteligência embarcada.

Isso tem o potencial para revolucionar, de muitas formas, o modo como diversas coisas acontecem hoje. Olhando pela perspectiva financeira, o mercado de IoT –  entre venda de equipamentos, soluções e serviços de TI – deve movimentar U$ 1.7 trilhão em 2020 segundo o IDC.

Em IoT, estamos falando de dispositivos que anteriormente eram apenas passivos, mas que agora podem participar de um ecossistema que integra muitos outros aparelhos, e que podem falar entre si, trocar informações, fazer relatórios e até tomar decisões sozinhos. Serão conectados carros, eletrodomésticos, motores de avião, equipamentos industriais e até a roupa do seu corpo.

Usabilidade

Quando juntamos IoT com modelos de negócios digitais B2B, entramos numa área de reposição e compra de peças, manutenção, suprimentos e estoque com um nível de assertividade, velocidade e otimização sem precedentes.

Existem muitos exemplos focados no consumidor final. Por exemplo, uma geladeira que sabe que a caixa de leite aberta dentro dela está acabando e então pergunta ao armário se têm mais caixas lá. Se não tiver, ambos decidem falar com o supermercado e comprar mais leite.

Mas grande parte do potencial do IoT está no universo das empresas. Migrando para este cenário, podemos desenhar inúmeras aplicações muito mais complexas e muito mais interessantes.

IoT no universo corporativo

Uma empresa de frota, que tem milhares de caminhões na rua, tem um problema gigantesco com a manutenção deles, como tempo que os veículos passam parados e fraudes aplicadas pelos próprios motoristas. Imagine um cenário em que os pneus dos caminhões – que estão entre os dois maiores custos operacionais, seguido pelo combustível – sabem quando estão gastos ou com problemas. E que estes pneus conversem entre si e também com o caminhão para saber quantos mais precisam de troca.

O caminhão, por sua vez, já sabendo seu trajeto, solicita a compra e troca dos pneus ao fornecedor que faz a manutenção, agendando o serviço e negociando com a central a alteração do trajeto e dos prazos. Somente no final, avisa o motorista de tudo isto que foi negociado. Assumindo um cenário em que ainda exista a figura do motorista, certo?

IoT pode ser tanto em equipamentos tão tradicionais como pneus, em que existem milhões rodando todos os dias, quanto dentro de uma turbina eólica, no meio de uma usina de geração de energia limpa no Ceará.

Quem mais sabe quando uma peça, como a pá de uma turbina, começou a apresentar um comportamento estranho e vai dar defeito, do que a própria peça? A pá, sabendo que vai falhar, já pode solicitar sua reposição ao fornecedor, ela envia dados históricos de operação e telemetria, confirma seu diagnóstico e já solicita a troca. O operador humano entra apenas para validar o processo e confirmar a operação. Estou novamente assumindo que vai ter um operador humano para isto.

Atualidade

Operações hoje totalmente dependentes de humanos, como reposição de estoque no ponto de venda, também podem mudar radicalmente. A gôndola do supermercado, falando com a prateleira do estoque da loja e com o pallet do centro de distribuição também podem decidir quando um produto está acabando ou não está vendendo. E podem acionar outros sistemas de ressuprimento para falar com os sistemas do fornecedor.

Negócios Digitais B2B com IoT

Todos estes casos de IoT, integrados com soluções de e-commerce B2B, permitem que empresas façam negócios digitalmente com outras empresas, reponham seus estoques, executem planos de manutenção preventiva (ou mesmo corretiva com menor intensidade) e otimizem suas cadeias de supply chain com cada vez menos a dependência de processos analógicos, custosos e morosos.

Como e quando isto acontecerá, e quais serão os padrões e processos definidos, é o que veremos nos próximos anos. E existe ainda um outro componente que pode revolucionar em níveis muito mais profundos esta revolução que já está em curso hoje, que é a incorporação de soluções de Inteligência Artificial no meio disto tudo.

Mas isto é assunto para outra conversa.

Fonte: E-commerce Brasil


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