FH Brasil - Como a Inteligência Artificial é vista pelos consumidores?

Como a Inteligência Artificial é vista pelos consumidores?


Postado em 10/05/2018 por FH
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Uma pesquisa mostrou que a maioria dos consumidores tem um pé atrás com a tecnologia e que a IA ainda tem uma barreira a ser quebrada: vencer as compras presenciais

Inteligência Artificial é um termo comum nas manchetes. Esta tecnologia é disputada por grandes empresas do mercado. Mesmo assim, uma pesquisa do Grupo Omnicom mostra que os consumidores lembram de aliens e robôs quando pensam na IA. A pesquisa aponta tendências sobre a inteligência dos softwares no mundo.

As pessoas se sentem curiosas e cautelosas com a tecnologia. Os pesquisadores perguntaram o que a Inteligência Artificial causa nas pessoas. Três quartos da geração Z (nascidos desde 2000) e da geração Y (1985 – 1999) se sentem curiosos. Na geração X (1965 – 1984) a proporção é ainda maior: 80% ficam curiosos.

Cautela x Empolgação

Os mais velhos no universo da pesquisa são os mais cautelosos. Entre os entrevistados, 70% da geração X ficam com um pé atrás com os assistentes virtuais, chatbots e outros programas que usam IA. Pouco mais da metade da geração Z tem esse sentimento – 55%.

A pesquisa também mediu qual a geração mais empolgada com os avanços dos softwares. Desta vez os mais novos estão na frente. A geração Z está mais animada, 45% disseram “empolgação” quando questionados sobre qual emoção a inteligência artificial causava neles. Apenas 20% dos entrevistados da geração X disseram estar empolgados.

Uso da IA

Já no ranking do uso da Inteligência Artificial, a geração Z se mostra mais aberta aos recursos. Metade dos nascidos de 2000 em diante se dizem dispostos a usar ou usam chatbots – softwares que gerenciam a troca de mensagens, muito usados em e-commerces e ferramentas de atendimento. As pessoas da geração X estão menos dispostas a conversar com os bots, apenas 40%.

A diferença é maior quando a pesquisa considera os assistentes virtuais. A proporção de consumidores da geração Z adeptos à assistentes como Alexa (Amazon) e Cortana (Microsoft) é de 50%. Já a geração X usa menos: apenas 24%. A aderência da Geração Y é um pouco maior: 37% usam ou estão abertos a usar os assistentes virtuais.

Mas os que usam a inteligência artificial ainda o fazem superficialmente. A pesquisa mostrou que os usuários fazem tarefas simples e que a metade dos que se dizem ser ativos usam o comando de voz. Entre os que gostam de usar a fala para ativar funções, 68% costumam pedir para os assistentes reproduzirem músicas. A segunda tarefa mais citada (56%) foi adicionar algum produto ao carrinho nas lojas virtuais.

IA nas compras

O estudo perguntou aos entrevistados qual seria a função da inteligência artificial no seu cotidiano se ela fosse uma pessoa. Neste cenário, a maioria quer a IA como um assistente pessoal 24 horas. Outros 35% escolheram ter uma pessoa que faz serviços gerais na casa. Um quarto (25%) querem a inteligência artificial como chefe de cozinha pessoal e 23% disseram que essa “pessoa” seria um amigo ou até da família.

Já o prazer de comprar pode atrapalhar as intenções da inteligência artificial no comércio. Um terço das pessoas afirmou que deixaria softwares que usam IA fazer compras em seu nome. Mas a satisfação de fazer as próprias compras ainda é uma barreira que a tecnologia não derrubou.

Os itens domésticos, como utensílios de limpeza, representam o segmento com maior aceitação para a tecnologia: aproximadamente 40% dos consumidores deixariam um computador comprar em seu lugar. Poucas pessoas abrem mão de comprar roupas em razão de deixar a tecnologia fazer isso – apenas 22%.

Quanto ao poder da inteligência artificial, os consumidores dividem opinião. Quase um terço (31%) dos entrevistados acha que a IA limita suas opções quando é responsável por oferecer um produto. Já 37% acreditam que a tecnologia iria expandir seu poder de compra e ajudar a enxergar outras coisas que não poderiam enxergar sozinhos.

Metodologia

O grupo Omnicom falou com 3.665 pessoas nos Estados Unidos. Os dados numéricos foram coletados online, enquanto a pesquisa qualitativa foi feita nos domicílios.

Fonte: Consumidor Moderno

 


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