‘Quando o País voltar, quem investiu em tecnologia estará na vanguarda’


Postado em 9 de Janeiro de 2018 por FH
image-1

A presidente da SAP Brasil, Cristina Palmaka, analisou os sinais de recuperação dados pelo comércio e indústria

Desde 2013 à frente da subsidiária brasileira da SAP, gigante alemã do ramo de software, Cristina Palmaka acredita que o País terá o crescimento “que precisa e merece” em 2018, mas faz um alerta para as empresas que deixaram de investir em inovação durante a crise: elas vão ficar para trás.

Em entrevista exclusiva ao DCI, Cristina analisou os sinais de recuperação dados pelo comércio e indústria e explicou como o SAP Leonardo – grande aposta da multinacional em 2017 – pode colaborar até mesmo com a diminuição do preconceito em processos seletivos. Nomeada recentemente para o “Conselhão” do presidente Michel Temer, a executiva também explicou como a tecnologia da empresa ajudou a parar Messi em 2014.

Qual balanço pode ser feito do ano que passou?

A perspectiva sempre tem o entorno político e econômico, mas cada segmento passa por uma fase. Há os extremamente afetados nos últimos anos, mas outros seguem crescendo de forma fantástica. Então colocamos foco em duas vertentes: uma para as empresas que não estão no melhor momento, com a tecnologia como habilitador para baixar custos e aumentar produtividade. Já a segunda vertente é onde podemos aportar conhecimento. Há empresas que sabiam que não era o momento mais apropriado, mas investiram, até porque havia menor competição com outros projetos. Quando o País voltar elas estarão na vanguarda.

Falando em fases diferentes: fora o agro, há quem se destaque pela resiliência?

O agro é um segmento que olha transformação digital de forma diferente. Temos projetos com a Citrosuco [que utiliza a internet das coisas na produção e monitoramento logístico] e a Embrapa [que viabilizou o Programa Nacional de Controle de Qualidade do Leite através de solução da empresa], mas outros segmentos também estão em transição. O varejo está começando a olhar e-commerce e multicanalidade de forma mais agressiva. Temos o Carrefour como referência e agora o Grupo Martins, que está fazendo expansão para o e-commerce. O setor financeiro segue forte: ele sempre encarou a digitalização como o centro. Já a parte de commodities e manufatura pesada, que sofreu muito nos últimos três anos, tem voltado a investir mesmo sem ter colhido grandes frutos de crescimento. Há dois anos eles só falavam em reduzir empregados. Agora eles querem falar de inovação.

As indústrias 4.0 no Brasil ainda são raras…

A indústria 4.0 nasceu na Alemanha, onde está nossa origem, então há uma oportunidade enorme. As empresas vão chegar lá. Temos discutido vários projetos. O Boticário começou a [automatizar] as gôndolas, mas a ideia é fazer um projeto em toda a cadeia até chegar no 4.0. A rastreabilidade na indústria farmacêutica, por exemplo, é algo que precisa ser feito, talvez em algum momento a regulamentação cobre. Têm empresas que fazem para se adiantar, enquanto outras do segmento nem estão olhando inovação.

O fosso digital entre pequenas e grandes aumentou?

As grandes no final do dia fazem o mínimo, enquanto as médias e pequenas negociam sobreviência versus investimento. Na crise elas contraíram, mas a volta também é rápida. Com o advento da nuvem há uma democratização e hoje o nosso maior número de clientes está nesse patamar. Em soluções 100% em nuvem você não precisa de pessoal de tecnologia nem se preocupar com infraestrutura, a SAP faz tudo. A solução é a mesma na pequena e na grande, então o distanciamento vai deixar de existir. Temos participação muito representativa nas grandes companhias e média nas menores, mas crescemos por volta de três dígitos no ano contra ano neste segmento.

Quanto do faturamento da SAP Brasil já vem da nuvem?

Não abrimos números, mas tem crescido muito mais rápido. Nos últimos sete trimestres crescemos três dígitos até o sexto. Pelo patamar mais alto, crescemos dois dígitos no último trimestre [entre julho e setembro]. Fala-se muito em nuvem, mas ela é um arcabouço de soluções: seja ERP na nuvem, e-commerce, só infraestrutura, a parte de RH… Tudo que tem de inovação a gente aporta na plataforma em nuvem.No RH, por exemplo: você pode trazer componentes do SAP Leonardo como machine learning para o recrutamento e deixar a máquina fazer a busca. Isso evita o chamado unconscious bias, o preconceito escondido. A tecnologia pode te ajudar a trazer o talento, e não o esteriótipo.

Qual a diferença da receita tradicional frente à oriunda da nuvem?

No on-premise [tradicional] ele paga a licença, é um investimento em um ativo. Na nuvem vira despesa, há uma mensalidade. Tem mudança financeira quando recebo diluído ou quando o cliente compra a licença, mas estamos arrumando o portfólio há dez anos, não é que de repente viramos uma empresa de nuvem. Estamos tirando o pé [do licenciamento] de forma inteligente, até que ele se torne irrelevante. Hoje ainda há relevância e é bom ter opção, porque nem todo cliente quer nuvem. Não tem receita única: a maioria vai migrar, mas alguns talvez não precisem. Nós também não pressionamos. Fora isso é raro novos clientes que não entrem na nuvem. No Brasil demorou um pouco porque há dois anos nuvem ainda era complexo de explicar. Hoje essa dúvida saiu das discussões.

Qual a fatia do Brasil nas receitas da SAP na América?

Não abrimos, mas somos importantes [nos nove primeiros meses de 2017a SAP registrou receita de 1,358 bilhões de euros na América, excetuando os EUA; globalmente a companhia faturou 16,656 bilhões de euros entre janeiro e setembro passados].

A companhia estuda novos mecanismos trabalhistas como trabalho intermitente ou remoto?

Com certeza. A legislação estava muito desatualizada. Em tecnologias temos mecanismos para um home-office estruturado. Com o celular você pode trabalhar em qualquer lugar, então a flexibilidade será fundamental, até porque temos participação de millennials muito grande. Será um avanço.

Como foi a relação com startups em 2017?

Nosso objetivo é que startups possam desenvolver na nossa plataforma para conectar com clientes. Temos 100 startups em análise e 12 já conectadas. Não fazemos aporte financeiro, mas a validação tecnológica. Para elas há possibilidade de ter o ativo mais importante, que é o acesso à minha base de clientes. Em alguns casos a gente poderia fazer a mesma solução, mas a startup tem a agilidade, então buscamos a colaboração: o plano para 2018 é trazer mais. Em 2017 fizemos um aporte de R$ 40 milhões no SAP Labs [laboratório da multinacional na gaúcha São Leopoldo] que está sendo utilizado exatamente para suportar startups, com foco em agronegócio e internet das coisas.

O Flamengo adotou SAP para a gestão recentemente e o Grêmio já utiliza tecnologia para melhorar a performance em campo. A SAP planeja algo para o esporte em ano de Copa do Mundo?

No segmento esportivo temos muita coisa: a NFL, a NBA, tênis. Há muito de analítico nesse mundo. A seleção alemã roda o mesmo software que o Grêmio: ela sensorizou as roupas dos jogadores para saber quão rápido eles estão correndo e montar parâmetros. [Na final da Copa de 2014 contra a Argentina] eles fecharam uma estratégia para enfrentar o Lionel Messi. Sabia-se que nenhum jogador da Alemanha conseguiria alcancá-lo, então eles montaram uma tática para fugir do “mano a-mano”: foi tudo analítico, com ajuda de dados e sensores. No Brasil isso ainda é incipiente, mas é algo que vai profissionalizar.

Fonte: DCI

Indústria 4.0: Jornada para cloud com transformação digital


Postado em 29 de setembro de 2017 por FH
image-1

Estamos em franca transformação digital e a indústria 4.0 no Brasil tem ainda longo caminho a percorrer em vários setores da economia de forma gradual e disruptiva.

Somados ao potencial combinado de tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), Big Data, Analytics, Aprendizado de Máquina, cloud computing, computação cognitiva e inteligência artificial, robótica, entre outros, esta nova revolução tecnológica agrega redução de custos, ganhos de eficiência e receita adicional provocada por novos modelos de negócios.

Cunhado em Hannover, na Alemanha, durante evento em 2011, o termo indústria 4.0 foi citado pela primeira vez por um grupo de pesquisadores que fez algumas recomendações ao governo alemão e, dois anos mais tarde, a indústria 4.0 começou, de fato, a ser desenvolvida naquele país. Desde então, este é um processo em expansão. Assim como o governo alemão, outros países e grandes companhias já despertaram para o valor da Indústria 4.0.

Tais ganhos proporcionam ainda crescimento econômico, o potencial de geração de Valor da Industria 4.0 no mundo, provocará forte geração de empregos qualificados e elevação da qualidade de vida.

De acordo com vários institutos de pesquisa em 10 anos, 49% dos empregos tradicionais que conhecemos não existirão e 40 % das empresas que conhecemos também não estarão no mercado, devido à forte pressão das tecnologias disruptivas combinada com modelos de negócios inovadores.

Justamente por estes motivos que precisamos nos posicionar a respeito e pensarmos em um modelo de desenvolvimento adequado ao nosso País que nos torne cada vez mais competitivos e mais produtivos.

Estamos diante de uma nova revolução tecnológica, a quarta revolução industrial combinada com tecnologia de nuvem, com o uso de redes inteligentes capazes de agendar manutenções de máquinas, prever falhas em processos e propor mudanças na produção. Há uma descentralização do controle dos processos produtivos e o uso em escala de dispositivos inteligentes interconectados só tende a crescer. Essas mudanças ao longo de toda a cadeia de produção e logística são profundas e agregam eficiência para diversos setores como saúde, energia, transporte, logística, varejo, construção, agronegócio e manufatura.

Tal qual a proliferação de aparelhos celulares hoje em dia, o que era impensado há 20 anos para a maior parte dos brasileiros, para se tornar uma realidade, a Indústria 4.0 necessita de investimentos em tecnologias emergentes de TI, Cloud Computing, automação e na Internet das Coisas. A boa notícia é que a maior parte dessas tecnologias já estão disponíveis, por exemplo Cloud Computing como primeiro passo para as empresas iniciarem sua jornada para a transformação digital dos seus negócios. O próximo passo é tornar estas inovações conhecidas e acessíveis a todos, nas mais diversas verticais de negócios.

Temos pela frente uma verdadeira jornada iniciando com a migração para Cloud Computing, aliviando as corporações de investimentos pontuais, trazendo uma forte redução dos custos, liberando tempo e recursos das áreas de tecnologia e operações para focarem na transição gradativa para que a Indústria 4.0 possa ganhar terreno durante a crise e na retomada da economia.

Não devemos temer o aumento do desemprego com o avanço da automação, por exemplo. Devemos educar e qualificar nossa mão de obra para que estes profissionais possam trabalhar na outra ponta da cadeia de valor: no desenvolvimento, programação e gestão de toda essa tecnologia.

O perfil dos trabalhadores está mudando em todo o mundo, e o Brasil precisa se adequar ao novo cenário rapidamente, em uma agenda positiva de aumento de produtividade e inovação. Se não investirmos na educação e qualificação das pessoas, com foco em tecnologia, vamos assistir passivamente os nossos postos de trabalhos manuais serem preenchidos por computadores e máquinas com robótica integrada com inteligência artificial e aprendizado de máquina.

É hora de abusarmos da criatividade e aprendermos a tomar decisões de modo rápido e a solucionar problemas. Por mais avançadas que possam ser, as máquinas ainda precisam de pessoas, de programadores, engenheiros, técnicos e inteligência. As pessoas estão na base de todo este processo.

Se bem aplicada e gerenciada, a tecnologia Cloud Computing e Transformação Digital são as alavancas para melhorar o desempenho das operações, reduzir custos, aumentar a produtividade, aumentar as vendas e ajudar a sair da crise fortalecido. A tecnologia de Cloud Computing combinada com Transformação Digital catalisa o aumento da demanda por produtos customizados, gerando uma melhor experiência para os consumidores e um aumento da satisfação.

Todos têm a ganhar na jornada para Cloud com Transformação Digital.

Fonte: ASUG

POR INDÚSTRIA


Postado em 17 de Maio de 2017 por FH

A FH possui o know-how para fomentar o crescimento de sua empresa, independente do segmento em que atua. Destacamos de forma diferenciada nossa expertise em alguns segmentos empresariais que possuímos maior volume de negócios e conhecimento detalhado de processos, soluções e especificidades.

Quer conhecer o seu cliente? Use a tecnologia


Postado em 23 de setembro de 2016 por blogfh2016
image-1

 

Foi ao ar nesta sexta-feira, dia 23 de setembro, às 10h00 a entrevista do Diretor Corporativo da FH, Ricardo Fachin ao Canal Rural São Paulo, no programa Estúdio Rural. O tema discutido foi a FH, software e tecnologia para o agronegócio, chegando até o consumidor final.

 

Que a tecnologia está cada vez mais próxima do homem do campo e que tem auxiliado no crescimento da produtividade em toda a cadeia, isso já é realidade. Mas de que forma essas ferramentas podem auxiliar agroindústrias e cooperativas? O Estúdio Rural desta semana recebe o diretor corporativo da FH Tecnologia, Ricardo Fachin, para falar como a empresa tem desenvolvido softwares para empresas do agronegócio e como as relações
com o cliente tem mudado. Para Ricardo, o setor precisa usar a tecnologia para conhecer os gostos e as necessidades do cliente e do consumidor final.

 


Fonte: Canal Rural

Página /